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Abr 09

São Gonçalo de Amarante

Casamenteiro das velhas

Porque não casais as novas?

Que mal vos fizeram elas?

 

Amarante é uma bela cidade onde se podem encontrar mitos e histórias ao virar de cada esquina. As ruas antigas, o mosteiro, o rio, o antigo convento de Santa Clara, a velha ponte e mesmo a destruição das invasões francesas geram um ambiente rústico e acolhedor propício a que a imaginação voe e a lenda nasça…

O santo padroeiro da cidade é S.Gonçalo, nome que foi dado ao imponente mosteiro que se eleva no centro histórico da cidade e é chamado de S.Gonçalo, casamenteiro das velhas. Mas porquê?

 

 

Conta a lenda que uma velhinha muito pobre e muito feia não conseguira arranjar marido durante toda a sua vida e sentia-se só. Então, dirigiu-se ao mosteiro e suplicou ao santo que lhe arranjasse um noivo para que pudesse enfim casar. Ao saberem disso, os habitantes da cidade riram da pobre velhinha dizendo que ninguém quereria casar com ela, sem fortuna, sem beleza, quase com um pé na cova, porém a velha arranjou um noivo, tão belo que as restantes mulheres morriam de inveja! Forte, rico, sábio e poderoso! Deu-se, pelo que dizem, o milagre do casamento.

 

 

Ainda hoje as jovens se dirigem à figura de S.Gonçalo e puxam o cordel da sua batina pedindo casamento.

 

São Gonçalo de Amarante
Santo bem casamenteiro.
Antes de casar as outras,
A mim casai-me primeiro!

 

 

Se aqueles que nos lêem estiverem interessados em participar no nosso blog, este é o espaço certo! Conhecem alguma lenda amarantina ou característica da zona onde moram ou nasceram e querem partilha-la connosco? Dêem-nos a conhecer os mitos de cada região! Participem! Iremos adorar ler-vos!

 

Atenciosamente,

O grupo de trabalho!

 


3 comentários:
A lenda que vou aqui partilhar é, na minha opinião, das mais belas de Portugal – a lenda das amendoeiras do Algarve.
Passou-se há muitos séculos…quando ainda Portugal não existia e o Al-Gharb pertencia aos árabes. Reinava em Chelb, hoje denominada Silves, o jovem Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota. Numa das suas batalhas avistou certo dia, por entre os prisioneiros, uma bela jovem de olhos azuis e cabelos e pele clara, era Gilda, a Princesa do Norte.
Impressionado com tal beleza o rei mouro libertou-a e com o passar dos tempos conquistou-lhe a confiança e confessou-lhe o seu amor pedindo-lhe para ser sua mulher.
Foram muito felizes mas a princesa, à medida que os anos passavam, ficava cada vez mais triste e doente…
O rei estava muito preocupado com a sua amada não sabendo a causa de tanto sofrimento. Foi então que um velho cativo das terras do norte lhe revelou que a princesa tinha saudades da neve do seu país. Então, os conselheiros sugeriram ao rei que mandasse plantar amendoeiras por todo o reino, muitas amendoeiras! O rei assim fez…
No Inverno seguinte, o rei levou a princesa ao terraço mais alto do castelo e a princesa chorou ao ver tal beleza…as amendoeiras haviam florido e cobriam a paisagem de branco, até perder de vista.
E assim viveram felizes durante longos anos, esperando sempre ansiosamente pelo mês de Fevereiro para verem juntos as amendoeiras em flor características da paisagem algarvia.

Parabéns, o vosso trabalho é interessantíssimo! Boa sorte para o futuro!
Maria Antónia Ferreira, Algarve a 16 de Abril de 2009 às 14:52

Há algum tempo ansiava participar no vosso blog mas temia que as palavras me atraiçoassem e não conseguissem dignificar o vosso trabalho da forma que realmente merecem… Deste modo, este espaço interactivo mostrou-se bastante oportuno para felicitar o vosso percurso ao longo do mítico e as controversas questões em redor do conhecimento e aplicações científicas…

Mas, este comentário possui um outro propósito…Partilhar convosco uma lenda regional, a Lenda da Serra da Estrela!

Era uma vez uma longínqua aldeia onde habitava um jovem pastor. Vivia inundado de solidão e a sua única “luz” provinha de um cachorrinho que em todos os infindáveis momentos de escuridão se deitava a seus pés, sem emitir qualquer som ou palavra. No silêncio algo assomava a sua mente: ansiava alcançar uma serra enorme que a sua visão alcançava tenuemente e descobrir o que existia depois dessa muralha rochosa que (de)limitava o seu horizonte.

Certa noite, julgando-se acordado, sonhou que uma estrela descera e lhe dissera que o guiaria até ao seu desejo. Estremecendo, abandonou o subconsciente e decidiu procurar no céu a verdade do que sonhara. Ali estava o céu repleto de estrelas, imutáveis e eternas, que diminuíam o breu e a treva…No entanto, uma delas lhe pareceu diferente, sentia-a como sua!

Os dias passavam e o desejo aumentava, sentia-se febril, inconstante…continuando a estrela a desafiá-lo, uma noite decidiu-se! Partiu, levando consigo o nada e o cão e tentando desvalorizar a loucura, a fome, o frio e a morte. Como poderia isso ser credível? Levava consigo toda a riqueza necessária: fé, vida e uma estrela!

Atravessou rios, galgou campos verdes e ressequidos, passou sobre cidades cheias de muros e gentes, assistiu à morte do seu cão, caminhou ainda sobre rochedos escarpados e trilhos, mas a serra continuava distante e imponente como outrora…apenas lhe restava a estrela e o coração!

Apesar de ter envelhecido, ao subir ao mais alto da serra sentiu-se a mesma criança que um dia a desejara e sonhara com uma estrela. O horizonte era tão vasto e maravilhoso, a impressão de liberdade tão avassaladora que o pastor, sem falar, gritava dentro de si um hino de louvor que parecia o vento uivando por entre os penhascos rochosos de silêncio. Não hesitava olhar em volta: tudo erma pedras e rochedos, uma cabana de colmo transformara-se na sua marada, uma côdea de pão negro e uma tigela de leite eram as suas refeições. Mas tinha uma amiga, a sua pequena estrela!

Passaram os anos e o velho morreu. Enterraram-no debaixo de uma fraga e nessa noite, estranhamente, a estrela brilhou com uma luz mais intensa. Os pastores da serra notaram essa diferença porque a reconheciam também entre as outras. Esta nunca abandonaria o corpo (ou o que restasse da sua decomposição terrena) daquele jovem velho que se deixara guiar pelo sonho. A serra pertencia-lhe, aquela seria sempre a Serra da Estrela!


Continuem o vosso excelente trabalho e... Deixem-se levar pelo sonho, nao esqueçam o coração e a vontade!

"It's our destiny to attempt the impossible, acccomplish great deeds regardless of fear" (Christopher Paollini)
Mariana T. Carvalho a 7 de Maio de 2009 às 16:23

Adoro o vosso trabalho e vou partilhar uma lenda da região de Viseu.Pouca gente conhece esta lenda só mesmo os mais velhos devem saber ou mesmo mais novos cujo os mais velhos contaram . Á muitos anos em Viseu não se sabe bem ao certo quando foi havia uma familia muito pobre mas que se aguentava com o dinheiro de algumas horas de trablho. Numa noite a filha do casal viu a mãe pegar numa caixa mas não suspeitou de nada porque a mãe costumava dizer que eram recordações da sua familia falecida.
A menina foi dormir e na manha seguinte voltou a ver a mãe a pegar na caixa e a saír da casa então a menina foi atrás dela. Chegaram a uma mata mas como haviam cães abandonados naquela zona a menina ficou com medo e decidiu voltar para trás mas a mãe continuou sem saber que a filha a tinha seguido. A menina já em casa esperava pela sua mãe para lhe pergunatar o que fazia ela naquela zona. Quando a mãe chegou a casa a menina foi ter com ela e perguntou-lhe o que fazia ela naquele sitio.
A mãe ficou um tempo em silêncio e depois respondeu que tinha herdado um tesouro da sua falecida familia mas que nunca o tinha tirado da caixa porque tinha medo que o roubassem, a filha indignada porque o tesouro também lhe pertencia começou a protestar então a mãe disse que lhe iria dizer onde se encontava o tesouro quando chegasse a hora certa pois havia alguém que já tinha descoberto que ela lá tinha um tesouro foi por isso que ela o enterrou. Passaram dois anos e o pai da menina morreu e a mãe cada vez mais doente não lhe contava onde estava tamanha riqueza então a menina tomou iniciativa e voltou perguntar á mãe onde se encontrava o tesouro e mãe disse que sá uma criança que conhece-se bem o local o podia encontrar e a filha perguntou outra vez onde estava , nesse momento a mãe disse para procurar ela mesma para que o ganhasse pelas suas proprias mãos , a mãe fechou os olhos e morreu, a menina como já esperava este fim terrível saiu de casa disse aos vizinhos que a mãe tinha morrido e foi-se embora a procura do tesouro e nunca mais ningume a viu. Dizem que a última coisa que a mãe tinha dito era que o tesouro se encontrava num local onde ninguém iria pensar que estava e que os caminhos que levavam a um sitio tambem levavam a uma riqueza. Nao se sabe se a lenda é pura fantasia ou se é verdade e existe mesmo um tesouro escondido em alguma mata de Viseu.Quem me contou esta história sabia bem do que falava não só por a ter ouvido 1 vez e apenas por me ter contado muitas vezes , mas como se soubesse que era verdade, sempre que lhe perguntava se era mesmo realidade nunca respondia ,essa pessoa morreu e nunca mais soube nada dessa lenda pois sempre que procurava saber mais , ninguém conhecia a historia.
Penelope a 23 de Julho de 2012 às 12:10

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