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Jun 09

Não só os deuses desejaram o saber. Na terra, ainda vivendo em cavernas, o homem lutava para se adaptar ao meio desvendando os seus segredos. O primeiro invento e um dos mais decisivos realizados pelo homem pré-histórico foi a produção de fogo friccionando dois pedaços de madeira. Desde aí, tornou-se imparável destacando-se por entre as demais espécies. Tornou-se um ser urbano e civilizado e surgiu a necessidade de inventar a escrita e a moeda.

O papiro e os hieróglifos, por exemplo, são ainda admirados e demonstram o quão avançada era a civilização egípcia. Para além deles, possuíam altos conhecimentos científicos, matemáticos e astronómicos (basta olharmos a mumificação e a construção exactíssima das pirâmides).

Ao contrário deles, que devido à necessidade desenvolveram a sua agricultura criando arados e calendários agrícolas, as civilizações Incas, Mais e Astecas não conheciam a roda nem o arado e não domesticavam animais. No entanto, e por incrível que pareça, possuíam avançados conhecimentos de astronomia e matemática que lhes permitiram determinar com uma exactidão notável o ano lunar e solar e a trajectória de Vénus criando um calendário muito semelhante aquele que utilizamos hoje.

Uma outra civilização que não podemos deixar de referir nasceu na costa do mar Egeu. Os Gregos edificaram uma nova ideia do homem que tem por base a autonomia, a liberdade e a constante vontade para desvendar as leis da Natureza. Nasceu assim a democracia, a literatura, a filosofia e a arte segundo um conceito que ainda hoje vivemos.

O poder humano assentava apenas em conhecer o que o circundava, o homem não só explorava mas também conquistava. Templários, Romanos, Vikings…desenvolveram as artes da guerra. Batiam-se com força e destreza para demonstrar a sua superioridade sobre o outro apossando-se de territórios e riquezas.

Herói era aquele que com o gume da sua espada e a coragem do seu coração enfrentava o inimigo até ao fim das suas forças, até à morte. Se os deuses determinassem o seu fim morreria da forma mais honrosa: pelos seus ideais, pela sua pátria.

O poder vivia na força pura, na arte de combater e na vontade de vencer, de ir mais além. Hoje essa vontade prevalece mas o poder, esse encontramo-lo no brilhar de uma estrela, na vida de uma célula, na agitação de um átomo. A ciência tornara-se o tudo.

 


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