19
Jun 09

Estivemos a realizar uma viagem desde a mentalidade mítica de deuses e heróis até à era da ciência e da técnica, que aliás é o tema do nosso projecto. No entanto não queremos deixar passar a ideia de que estas são realidades distintas e que uma é presente e outra pertence já ao passado.

Se o homem não sonhasse, não se questionasse, não reflectisse sobre o próprio mito, provavelmente a ciência, como nós a conhecemos, não existia.

A ciência é uma criação do homem e por isso uma criação do sonho e não tomou, de maneira nenhuma, o lugar dos mitos e das lendas. Estas vivem ainda em cada um de nós.

O Natal, a Páscoa e todos os nossos feriados, os filmes que tanto apreciamos, os livros que lemos, as músicas que ouvimos, estão repletos de mitologia, de símbolos, de significado. Todos os nossos valores são-nos ensinados através de lendas e histórias fantásticas. São Martinho deu metade da sua capa ao mendigo mostrando-se generoso, a Bela aprendeu a amar o monstro pelo seu interior e não pela sua aparência, Narciso ensinou-nos a conter a vaidade desmedida, com a cigarra e a formiga aprendemos que é preciso trabalhar e para garantir o futuro…Também a História é feita de sonhos, de vontade de descobrir e conhecer, de desvendar, de explorar, de conquistar. Se não fosse o sonho os navegadores Portugueses nunca se teriam aventurado por “mares nunca antes navegados” “dando novos mundos ao mundo” nem os militares de Abril ousariam conquistar a nossa liberdade. Por mais que nos achemos desprendidos da aura mítica e lendária, todos temos fé em algo. Todos, no mais profundo do nosso ser acreditamos em algo e é a força desse acreditar que nos faz prosseguir.

 


16
Fev 09

 

 

 

A lua…

Muitos mitos giram em torno dela tal qual ela se move à nossa volta.

Símbolo de feminilidade e fertilidade foi alvo, desde cedo, da atenção dos mortais.

 

Na mitologia celta representa a mãe tríplice ou deusa mãe e cada uma das suas fases corresponde a uma mulher. (imagem anexa representa a mãe tríplice celta) Todas as crenças celtas são principalmente ligadas ao poder da natureza e da mulher, símbolos de vida e de morte. A lua personifica então a trindade feminina da donzela (crescente lunar que representa a virgindade e a delicadeza), da mãe (lua cheia com o ventre carregado de vida) e da anciã (quarto decrescente que desaparece na noite escura e representa a sabedoria e o poder). A lua nova é Morrígan, é a deusa da guerra que sobrevoa os campos de batalha sobre a forma de corvo, do destino e da morte.

 

 

Da lua surge assim a ideia de ciclo de vida presente em todos os seres. É ela que comanda as marés e é com ela que vemos o tempo passar: o fim e inicio de mais um ano, de mais um mês, de mais uma noite, na nossa breve existência. Um ciclo. Anuncia a chegada da escuridão envolvendo todos os mortais numa aura de mistério e apreensão.

 

O misticismo que a envolve despertou, não só a adoração, mas também o medo.

Os ritos lunares foram, muitas vezes, associados a actos de magia obscuros. Feiticeiras e lobisomens surgem em noites de lua cheia e despertam o pânico nas povoações.

Na idade média muitas mulheres foram perseguidas e condenadas à fogueira, acusadas de cultos sombrios ligados à feitiçaria. Muitos homens foram torturados e julgados sob falso testemunho mas, inundados pelo fervor religioso, todos o consideravam como necessário ao fim do paganismo, para que se guardasse “a pureza da fé”.

 

O homem demonstra, mais uma vez, a necessidade de criar lendas e mitos, em redor daquilo que adora ou teme, seja transformando-o em deus e motivo de veneração ou personificando-o em terrores que o assombram.

 


08
Nov 08

Somos um grupo de estudantes do 12º ano da Escola Secundária de Amarante que, no âmbito da disciplina de área de projecto, tem como objectivo desenvolver um projecto subordinado ao tema: “Da Mentalidade Mítica à Mentalidade Tecno-científica”.

A realização deste blog servirá para que ao longo do desenvolvimento do projecto este possa ser acompanhado pelos leitores.

 

O projecto consistirá numa análise comparativa entre a mentalidade mítica e a actual e moderna era da ciência e da técnica.

Faremos uma viagem através do tempo partindo da época onde tudo o que rodeava o ser humano era personificado em deuses e fantasias e onde o culto e os rituais possuíam um papel muito importante nas suas vidas. Caminharemos através do tempo, lado a lado com o homem guerreiro, corajoso e invencível que conquista impérios através da força e da estratégia e, acompanhando esta evolução do pensamento humano, chegaremos à mentalidade Tecno-científica. Era da ciência, da clonagem, da manipulação genética, da exploração, da descoberta, da estrela ao átomo, da técnica… Mas o homem tanto cria como destrói, e é aqui que entra a discussão de valores éticos, é aqui que nos questionamos do quão longe podemos e devemos ir.

 

Pretendemos não só aprofundar o nosso conhecimento sobre estas áreas, mas também discuti-las, realizando uma análise crítica sobre estas questões das quais parece depender o nosso futuro, o futuro da humanidade.

 

Informação subordinada ao tema e actividades serão postadas posteriormente e ao longo da sua realização.

Contamos com a colaboração e participação dos leitores, dando opiniões e fazendo sugestões.

 

Ana Isabel Pinto, Ana Lopes, Cláudia Freitas,

Cláudia Marinho, Liliana Silva e Patrícia Queirós.

 


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